Sob o asfalto, a história esquecida

Em Salvador, uma descoberta impressionante revela as marcas mais profundas do passado colonial brasileiro. Arqueólogos identificaram indícios de um enorme cemitério sob um estacionamento no bairro da Barroquinha, local que pode abrigar os restos mortais de mais de 100 mil pessoas escravizadas, vítimas da violência e da exploração que sustentaram a economia colonial por séculos.

O achado pode ser o maior cemitério de pessoas escravizadas da América Latina, e reacende o debate sobre memória, reparação e reconhecimento histórico. O chão da cidade guarda as vozes silenciadas de homens, mulheres e crianças que construíram o Brasil sem jamais terem sido livres. Agora, a ciência e a sociedade são convocadas a escutá-las.

 

 
 
Mapa antigo da região foi estudado para localizar o cemitério, que fica no estacionamento da Pupiliera — Foto: Silvana Olivieri 

 

Link: https://g1.globo.com/ba/bahia/noticia/2025/10/26/cemiterio-escravizados-bahia.ghtml 

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