SNE é lei! Lula assina marco histórico e afirma: “isso se chama soberania”

 

Brasil escreve um novo capítulo na história da educação pública. Nesta semana, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei que institui o Sistema Nacional de Educação  e ao fazer isso, afirmou em alto e bom som: ‘Isso chama-se soberania’. Não é uma frase solta. É uma mensagem política e histórica. O SNE cria mecanismos de cooperação e corresponsabilidade entre União, estados e municípios. Define metas, compromissos, pactua investimentos e fortalece a ideia de que educação no Brasil não pode ser uma soma de iniciativas isoladas, e sim uma construção coletiva de país. É um passo simbólico e concreto para que o direito à educação da creche ao ensino superior seja garantido como política de Estado, e não como projeto de governo. É sobre colocar o futuro no centro, novamente.
 

 

Link da matéria : https://www.gov.br/planalto/pt-br/acompanhe-o-planalto/noticias/2025/10/lula-sanciona-lei-que-institui-sistema-nacional-de-educacao-201cisso-chama-se-soberania201d 



Educação indígena e quilombola ganham protagonismo no novo Sistema Nacional de Educação: território, língua, consulta prévia e participação social agora são princípios de lei

O SNE reconhece que educação de povos originários e quilombolas não é “adaptação da escola comum” é direito específico, bilíngue, intercultural, baseado em território e saber local. E determina que União, estados e municípios pactuem políticas com consulta prévia e comissões próprias. Isso é marco histórico.





Fonte: https://www.gov.br/planalto/pt-br/acompanhe-o-planalto/noticias/2025/10/lula-sanciona-lei-que-institui-sistema-nacional-de-educacao-201cisso-chama-se-soberania201d
 

Sob o asfalto, a história esquecida

Em Salvador, uma descoberta impressionante revela as marcas mais profundas do passado colonial brasileiro. Arqueólogos identificaram indícios de um enorme cemitério sob um estacionamento no bairro da Barroquinha, local que pode abrigar os restos mortais de mais de 100 mil pessoas escravizadas, vítimas da violência e da exploração que sustentaram a economia colonial por séculos.

O achado pode ser o maior cemitério de pessoas escravizadas da América Latina, e reacende o debate sobre memória, reparação e reconhecimento histórico. O chão da cidade guarda as vozes silenciadas de homens, mulheres e crianças que construíram o Brasil sem jamais terem sido livres. Agora, a ciência e a sociedade são convocadas a escutá-las.

 

 
 
Mapa antigo da região foi estudado para localizar o cemitério, que fica no estacionamento da Pupiliera — Foto: Silvana Olivieri 

 

Link: https://g1.globo.com/ba/bahia/noticia/2025/10/26/cemiterio-escravizados-bahia.ghtml 

“Quarto de Despejo” ganha vida nas telas e resgata a potência de Carolina Maria de Jesus

 Mais de 60 anos após sua publicação, a obra que transformou a literatura brasileira será adaptada para o cinema. Carolina – Quarto de Despejo promete emocionar ao retratar a luta de uma mulher negra que enfrentou a fome, o racismo e o esquecimento, mas jamais deixou de escrever sobre a sua realidade com lucidez e poesia.


 Link: https://veja.abril.com.br/cultura/quarto-de-despejo-vai-ganhar-adaptacao-inedita-para-o-cinema/#google_vignette

O que é Cosmofobia e por que ainda precisamos falar disso?

O que é Cosmofobia e por que precisamos enfrentá-la agora

Você já ouviu falar em cosmofobia? O pensador quilombola Nêgo Bispo define o termo como “o medo do cosmo do outro”.
Mais do que um conceito, é uma denúncia: a forma como o projeto colonial apagou e silenciou os modos de vida indígenas, africanos e quilombolas.
Falar sobre cosmofobia é questionar o imaginário colonial que ainda molda nossa forma de ver o mundo e abrir espaço para reconhecer outros saberes, outros tempos, outras existências.
Ler sobre cosmofobia é um convite a repensar o que chamamos de civilização e a aprender com quem sempre soube viver em harmonia com a terra.

 

  

 “Cosmofobia é o medo do cosmo do outro.”

O pensador quilombola Nêgo Bispo usa esse conceito para explicar como o projeto colonial europeu criou medo, rejeição e apagamento dos modos de vida não ocidentais. Isso inclui os saberes e modos de existência indígenas, africanos e quilombolas, que há séculos mantêm outras formas de se relacionar com o tempo, a terra e o sagrado. 
 
Segundo o IBGE (2022), o Brasil tem mais de 6 mil comunidades quilombolas certificadas e mais de 1,7 milhão de pessoas indígenas pertencentes a mais de 300 povos diferentes. Ainda assim, a maioria vive sem acesso pleno a políticas públicas básicas, como saúde, saneamento e educação.

Esse apagamento é também cosmofóbico: uma recusa em reconhecer outros cosmos, outras maneiras de viver e compreender o mundo.

Falar de cosmofobia é denunciar a colonização do imaginário. É lembrar que a modernidade ocidental não é o único caminho. Existem muitos mundos possíveis dentro deste mesmo mundo.
Combater a cosmofobia é praticar o respeito radical à diferença. É ouvir, coexistir e reconhecer a sabedoria ancestral dos povos que aprenderam a viver em harmonia com a terra muito antes da colonização.
 

Encontro realizado em Salvador amplia debates sobre a defesa dos territórios e da Educação Escolar Quilombola

Encontro em Salvador discute Educação Escolar Quilombola e defesa dos territórios Realizado pela CONAQ, o encontro em Salvador (BA) reuniu educadores, lideranças quilombolas e pesquisadores para debater o fortalecimento da Educação Escolar Quilombola e a defesa dos territórios tradicionais. O evento reforçou a importância da integração entre universidades e comunidades quilombolas na construção de uma educação antirracista, contextualizada e socialmente comprometida. 
Foto: CONAQ / Divulgação
 

Conheça o Programa Escola Nacional Nego Bispo de Saberes Tradicionais

Uma proposta educacional que nasce da resistência, da ancestralidade e do compromisso com a valorização dos territórios quilombolas. O Programa Escola Nacional Nego Bispo busca fortalecer práticas pedagógicas antirracistas e emancipadoras, promovendo o protagonismo das comunidades tradicionais e reconhecendo seus conhecimentos como ciência viva. Esta iniciativa, construída em diálogo com movimentos sociais e lideranças quilombolas, reflete o legado do pensador e escritor Nego Bispo, um dos grandes nomes da luta pela autonomia e pelos modos de vida dos povos do campo. Na imagem baixo, você encontra um QR Code que direciona diretamente para a publicação original no Instagram sobre o programa. Basta apontar a câmera do celular para o código e acessar o conteúdo completo, interagindo e compartilhando para ampliar essa rede de saberes e resistências. A educação quilombola é presente, é movimento, é transformação. Acompanhe. Compartilhe. Fortaleça. ✊🏿📚

O que é o CONAQ?

A Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (CONAQ) é uma organização que representa e articula comunidades quilombolas em todo o Brasil. Sua atuação busca garantir direitos territoriais, promover políticas públicas e fortalecer a identidade, cultura e autonomia dos povos quilombolas. Link: https://conaq.org.br/quem-somos/
 

Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Escolar Quilombola

O Conselho Nacional de Educação (CNE) aprovou as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Escolar Quilombola na Educação Básica, que orientam práticas pedagógicas voltadas à valorização da identidade, cultura e história dos povos quilombolas. O documento reafirma o compromisso com uma educação antirracista, inclusiva e contextualizada em todo o território nacional.

SNE é lei! Lula assina marco histórico e afirma: “isso se chama soberania”

  Brasil escreve um novo capítulo na história da educação pública. Nesta semana, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei que...